quinta-feira, 26 de março de 2009

É SÓ PELA MANHÃ !




Um ruído fino e pequeno, quase como um sopro de vento. Um gosto de ferrugem na boca. Um velho cansaço nas costas. O mundo pesa, o poeta estava errado, ele pesa muito. Mas eles não deixam jogar o peso para fora. Gritar, mandar parar. Não pode. Eles não vão deixar. Eles nunca deixam. No final é isso mesmo, um velho e difícil cansaço. Vontade de gritar e não conseguir. Isso dói, dói muito. Ele quer gritar, Ele quer vomitar, colocar para fora. Arrebentar a corda no pescoço, rasgar com as unha sujas as roupas da comodidade, cuspir na cara da verdade.

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