terça-feira, 12 de abril de 2011

CAMINHAR.


Abrindo um antigo caderno
foi que eu descobri:
Antigamente eu era eterno.

Paulo Leminski

Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

Paulo Leminski

PURIFICAÇÃO



Purificação...
Hoje, se despojar. Primeiro sua espada chamada vingança. Depois sua armadura chamada vaidade e por ultimo suas botas chamada orgulho. Ele disse uma vez: do pó ao pó.

Amanhã, se ajoelhar e tocar as pedras. Em seguida olhar ao alto. Olhar, sentir e chorar...

O filho pródigo vai voltar.

domingo, 11 de abril de 2010

Faca em murro de ponta?

O filho impróprio bate mais uma vez a porta do pai soberbo! Sua sede é enorme e seu coração é inconstante. O medo tenta fechar seus olhos e constante é o seu veneno. Mas algo dentro dele se agita. Por mais que o fogo queime só ele sabe como vencer o temor e a angustia. Não é necessário esperar mais. O sopro do vento já levou seu escudo e sua espada. Suas roupas já não lhe cabiam mais e ficaram pela estrada. Do pó ao pó. Não precisa de chave nessa porta. Basta apenas um gesto de ternura e um sorriso.

(seja bem vindo)



quarta-feira, 22 de abril de 2009

MEU SOL!


Algo simples e delicado, assim como o seu sorriso. Meu tesouro, minha jóia rara. Para ti lhe entrego o mundo. Meu Príncipe, meu amor! Obrigado por estar comigo. (FELIZ ANIVERSÁRIO)

João Eduardo, filho amado!

O HIATO! NÃO DITADO




O hiato inter dito das celebrações passadas. O vento pesado carregado de poeira e percevejos. Um velho sorriso no rosto. E o característico ritmo blasé de viver a vida.-Bons dia Pai Tempo!Vim recomeçar

segunda-feira, 6 de abril de 2009

NIETZSCHE E O ESPELHO.


Eles não enxergam! Seus olhos só enxergam o que é agradável a eles.
Você sofre por eles. Eu lhe digo para esquecê-los. Seu tempo é além. O deles é o tempo das virtudes caídas e dos pequenos pecados. Eles caminham mendigando moedas de prata e pessoas perdidas. Você ao contrario, dança solitário sobre o campo da saudade. Você venceu a batalha da carne e hoje se delicia no banquete do corpo. Ontem você fechava seus olhos sobre a dor, mas hoje você a olha nos olhos e beija sua face. Eles não enxergam sua letra, nem sua luz. Mas não espere louros e aplausos de quem ainda tem os olhos voltados para os pés. Deixe-os passar. Sorria apenas e deixe-os passar. Você é o limiar. E por isso beijos seus lábios UBERMENSCH.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

SENSIBILIDADE


Me perdoe. Por favor, me perdoe. Não posso estar, tão pouco posso ser. Exija o corpo, exija o sangue, mas não me peça alma. Não me peça calma. Minha alma transborda, mas minha sede é sem fim! Por favor me perdoe!